segunda-feira, 24 de março de 2008
R03 # México #
O campeonato começou realmente de forma inesperada. Loeb não lidera, Hirvonen que está em primeiro e ainda tivemos a grata surpresa de Latvala vencendo na Suécia. Fortes emoções e só se passaram duas etapas.
Além dos questionamentos normais de quem venceria no México, a dúvida pairava como se comporatariam os pneus. Já que tiraram a proteção deles em caso de algum deles furar. Antigamente, com a proteção, em alguns casos, o piloto nem sabia que havia um furo, e mesmo assim fazia melhor tempo na especial. Sem a proteção, não tem essa, furou, tem que parar, ou arrebenta tudo. E não teve outra, vários furos durante os três dias de competição.
Como primeiro na pontuação, Hirvonen largou primeiro, com a desvantagem de "varrer a pista". Além disso, foi a primeira vítima de furos nos pneus. Com isso, durante os estágios da manhã, Latvala era o primeiro, seguido por Loeb, uma boa posição para Atkinson e Hirvonen so em quarto. Hirvonen pederia a posição para Solberg. E Latvala abriria mais ainda sua vantagem para Loeb.
As baixas do primeiro dia foram para Sordo, Gigi Galli e a dupla da Susuki, P.G. Anderson e Gardemeister.
A vez de "varrer a pista" no segundo dia estaria a cargo de Latvala. E já no primeiro estágio do dia 9.5s dos 9.6s que começaria o dia. Um começo e tanto para o francês. E terminaria a primeira parte com a vantagem de 5.8s. Mas na segunda metade do dia, a sorte caiu nas mãos de Loeb, com uma pilotagem perfeita, sem intercorrências (lê-se: furo de pneu, problema mecânicos, etc) e com um problema no turbo do Focus do Latvala, a diferença começaria o dia seguinte em 1:01:04 para Atkinson em segundo e mais de 2min para Latvala em terceiro.
Seria uma vantagem e tanto. Mas dessa vez, Loeb que "varreria", além do advento de um furo no pneu, esse tempo seria insuficiente para uma troca. Mas ficamos na base da suposição mesmo, e o francês levou a terceira seguida no México e a segunda posição no campeonato, somente atrás de Hirvonen. Que com todos os percauços...terminou em quarto, numa briga final com o irmão mais velho da familia Solberg. O podium completou com Atkinson em segundo e Latvala em terceiro.
Vamos as considerações da etapa. Quem acompanhou viu que foi emoção até o fim. Sem a proteção dos pneus, foi um tempero a mais a cada rali. Fico imaginando em ralis "casca grossa", os destruidores de carro, como na Grécia. Acho que vão ter que andar de 2 marcha para não ir muito rápido e furar logo os quatro de uma vez só.
Em termos de colocação Hirvonen, está bem demais, liderando depois de três provas. Mas acredito que até ele não está satisfeito com o seu desempenho. Acho que a batata que estavam assando depois da saída de Grönholm, soltaram na mão dele e falaram "te vira". Até por que, nem ele imaginava o quão bem Latavala iria andar nesse começo de temporada. Está deixando todos de queixo caído. Se não fosse o problema no turbo, com certeza lutaria mais de perto contra Loeb no terceiro dia. Isso só mostra que Loeb está longe de ter uma vida fácil, se quiser levar o penta. Os Blue-Boys estão com tudo. A não ser que a Síndrome de Hamilton caia sobre eles. E o azul se tornar amarelo quando o negócio pegar fogo.
Mas isso serão águas futuras. Enquanto isso, ficaremos com o próximo, aqui pertinho, na nossa vizinha Argentina.
Até lá moçada. Abraço a todos. Tchau.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
R01 # Monte Carlo #
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Agora é PENTA!!
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Futurologia para o Japão
Fazia tempo que o WRC não estava tão disputado. Nos últimos 3 anos, Loeb detonou com tudo e com todos. A famosa frase, "Record existe para ser quebrado", foi meio que seu lema. Mas esse ano, uma mistura de carro novo (C4) com um Grönholm motivado, carro acertadíssimo e pilotando como nunca, trouxeram um tempero e tanto. Emoção é o que não falta. Pena que a galera da F1 vive na base dos boatos, jogo sujo, espionagem para ter mais animação. Por que na pista, a única movimentação que tem, é quando tem pit-stop. Eles não sabem o que estão perdendo em não ver WRC.
Estou tentando ver na minha bola de cristal alguma coisa pro rali do Japão, mas está dificil, eheheh. A única coisa mais fácil é que deve ficar entre Grönholm e Loeb, como tem sido durante todo o campeonato. Fora na Noruega, onde Hirvonen venceu, as outras etapas foram sempre assim.
Loeb tem que pilotar com o pé mais embaixo que nunca. Só vencendo que melhora sua situação no campeonato, que até agora, tem 4 pontos de desvantagem. O que ele deve estar pensando é, vencendo no Japão, com Grönholm em segundo, vai diminuir a desvantagem para 2 pontos. E chegando na Irlanda, no asfalto, com mais chance de enfim voltar a liderança, empatando nos pontos, mas com 4 vitórias a mais que Grönholm. Isso, se esse repetir o segundo lugar. Então ficaria pra a Grã-Bretanha a decisão. E que decisão hein!!
Mas Grönholm, não vai vender barato uma vitória, seja qual for das três últimas provas. No Japão, Grönholm venceu em 2005, com uma bela vantagem. E Loeb venceu em 2006, com uma diferença de 5.6s. E esperar e torcer. Torcedores dos dois, preparem os corações, a batalha vai começar.
É isso moçada, grande abraço.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
R13 França (3 x 1 = Nova Zelândia, Espanha e França)
Para começar, quero só pedir desculpas pros leitores. Acabei não fazendo os resumos das ultimas três corridas. O tempo tava curto, estou reformando o quarto, e faltou inspiração pra escrever um texto legal pra vocês. Mas o campeonato começou a pegar fogo de novo, e a instigação pro WRC voltou, por isso estou aqui de volta.
Então para vocês não ficarem de mão abanando nos últimos ralis, vou dar uma pequena pincelada do que aconteceu na Nova Zelândia e Espanha, antes de começar a falar do Rali da França.
A pergunta que fica sobre o rali da Nova Zelândia é “Que diferença foi aquela?”. Mesmo que tivesse feito o resumo só do rali da Nova Zelândia, não iria ser tão grande por que iria me ater somente ao Loeb e Gronholm. Me perdoem Hirvonen, Atkinson, Latvala, Sordo, Peter Solberg e Aava, respectivamente terceiro a oitavo, mas parecem que estão num campeonato a parte. O desempenho deles está bem abaixo dos dois primeiros. Hirvonen é que deu uma caída no desempenho. No começo da temporada, chegou a vencer na Noruega, com toda propriedade, mas agora deu uma declinada. Mas voltando a liderança. Dei uma ênfase na diferença, mas não disse qual foi. Talvez seja por que foi tão ínfima, que esqueci. Nunca na história do WRC, a diferença do primeiro pro segundo foi tão pequena, apenas 0,3s, depois de mais de 300km de especiais. Nós somos acostumados uma diferença dessas em corridas de circuito, Stock, F1, Nascar, etc. Mas em rali, é quase inimaginável. Por tudo que envolve uma corrida de rali. No máximo, um piloto percorre no máximo 2x uma mesma especial num mesmo rali e são três dias de corrida, quer dizer, são muito mais fatores que podem influir na diferença entre os carros . O que deu pra confirmar foi que Loeb e Gronholm estão em um nível superior de todos os outros pilotos. No final, Grönholm levou o primeiro lugar, e Loeb ficou em segundo. Foi um belo passo do Grönholm para se aposentar com o terceiro título mundial. Isso mesmo, Grönholm vai pendurar a balaclava no final desse ano, independente do resultado.
Quase um mês depois veio a seqüência que a Citröen estava desejando, os ralis de asfalto, onde seus dois pilotos são especialistas e seu carro parece ser mais adaptado. Esse seqüência começou com o rali da Espanha. E assim se confirmou. Gronholm até tentou no começo, mas a Citröen confirmou seu favoritismo. Loeb em primeiro, Sordo em segundo e Grönholm em terceiro. A diferença de Loeb para Grönholm baixou de 10 para 6 pontos. Sordo foi realmente um fiel escudeiro para Loeb. Enquanto o tricampeão parecia passear lá na frente, Sordo marcou Grönholm a uma certa distância. Nem as parciais do Loeb, Sordo as tinha, somente de Grönholm. Afinal não era interesse dele tentar alguma coisa para ficar em primeiro. É o jogo de equipe. Que tem gente vê por um lado negativo. Eu não. Já falei disso em um post antigo, acho que sobre o rali da Noruega, onde Hirvonen ganhou, e não teve nenhuma intervenção da Ford para que Gronholm vencesse aquele rali. Talvez esses dois pontos para Grönholm possam fazer falta no final. Vejo o “jogo de equipe” pelo lado positivo, todos em torno de um proposito. Que no caso da Citröen é fazer de Loeb tetracampeão. E nesse rali da Espanha, tivemos Duval de volta, meio que para fazer uma “frente Citroen” contra a Ford. No final, ele ficou com um belo quinto lugar. Acabou errando logo nos primeiros estágios do primeiro dia, e para garantir um melhor futuro no wrc, fez uma corrida para se manter na pista. E está mais que certo. Só com essas duas corridas, Alemanha e Espanha, já fez mais que seu companheiro de equipe, Stohl.
Chegamos então no rali da França. Apenas 1 semana após o rali da Espanha. Como já falei, uma seqüência que a Citröen e Loeb esperavam. Dos últimos 4 ralis, foram 3 no asfalto. Mas o que a Citröen não esperava era que justamente Grönholm começasse com ritmo tão forte. Sordo também começou com tudo. Loeb ficava para terceiro na parte da manhã do primeiro dia. Mas com a kilometragem aumentando, ele retomou a liderança, e no final do dia era de 4,8s para Grönholm.
Pro segundo dia, Grönholm adotou uma tática para tentar alcançar Loeb. Foi de não usar os splits de Loeb durante os estágios. Correndo por si só, concentrando-se apenas em dar o máximo. Não deu muito certo, em termos. A diferença para Loeb aumentava, mas a sua em relação a Sordo aumentava também. No resto da tabela, a luta pelo quarto lugar, se acirrava a cada momento entre Latvala e Solberg.
E seguimos para o terceiro e último dia. Ultimamente o terceiro dia deixou de ser apenas uma confirmação de como terminava o dia 2, para ser um dia de belas desculpas. Ralis da Itália, Alemanha e Nova Zelândia confirmam isso. Mas dessa vez as coisas se mantiveram. Tanto para Loeb como Grönholm, manter as posições era o mais interessante. Qualquer erro pode ser o fim da luta pelo título. Latvala levou a briga com Solberg, ficando em quarto. Os outros dois da Subaru, Atkinson e Pons, ficaram respectivamente em sexto e oitavo. E entre os dois, em sétimo, o checo da Skoda, Jan Kopecky.
As baixas desse rali foram Mikkon Hirvonen e Duval. Hirvonen tem dado uma caída no desempenho, nada do que se preocupar, acontece mesmo. Ele é um ótimo piloto, novo e muito rápido. Tenho certeza que o posto de Grönholm terá um belo sucessor. E Duval, infelizmente, pra ele não deu. Com problemas na caixa de câmbio, teve que abandonar. Mas em termos de desempenho, ele realmente mostrou que pode andar em alto nível. É uma boa pedida para o ano que vem.
Loeb conquistou assim sua trigésima quinta vitoria no WRC e diminuindo a diferença para 4 pontos, restando ainda 3 provas, sendo uma delas no asfalto da Irlanda. O campeonato está totalmente aberto. Grönholm me parece mais tranquilo. Sorte e competência tem estado do lado dele esse ano. Mesmo pouco errando, sendo punido, tem marcado pontos em todas as corridas. Isso que fez a diferença em cima do Loeb. Esse, eu vejo menos tranquilo nas entrevistas. Para ele falar que está pilotando, não como gosta, tendo que correr riscos para poder ganhar, na França por exemplo, tem algo errado. E acho que é o C4. Ano passado o Loeb ganhou com o pé nas costas. Na França como falei, ano passado, ganhou simplesmente tudo por lá. Desde o shakedown e todos o estágios. Aparentemente o C4 não é tudo aquilo que pareceu ser no começo da temporada. Aquela dobradinha de lambuja em Mônaco, parece que foi fogo de palha. E já algumas vezes, tem deixado Sordo na mão. E para Loeb estar onde está, é por puro braço. Ainda falta aquilo que o Xsara foi, rapido e confiavel.
Então continuem acompanhando os últimos três ralis, Japão, Irlanda e para finalizar a Grã-Bretanha. E tem tudo para serem eletrizantes. Com Loeb e Grönholm atrás do volante, não podemos esperar menos que disputas de tirar o fôlego. É isso, abração a todos e até a próxima.
Loeb é Rei na Alemanha!
É uma fase do campeonato crucial para Loeb. Chegou aqui, meio com a obrigação de ganhar. A diferença chegou aqui em 13 pontos. E num campeonato onde premia a regularidade, qualquer ponto a frente do rival é sempre bem vindo.
E as coisas começaram como mandava o script. Até um certo belga largar com um Xsara. Vocês lembram do Duval?! Ex-companheiro do Loeb em 2005, que até foi tirado de algumas provas por mals resultados. Pois é, ele está de volta. Pelo menos pra esse rali. Como falei, pilotando um Xsara da equipe Kronos. Ele realmente começou com tudo. Se lembrarmos em 2005 mesmo, ele andou bem na Alemanha. A briga era mesmo entre os dois Citröen. Na epoca a briga ficou entre Loeb e Duval. E dois anos depois, a briga pelos estágios continuou com os dois, durante todo o primeiro dia, que terminou terminou com Duval na liderança, seguido por Loeb, Grönholm, Hirvonen, Gardemeister e Kopecky. O segundo piloto da Citröen agora, Dani Sordo, parece que pegou a maré de azar que antes foi do Duval. Não por mal resultados, mas por azar mesmo. Mais uma vez, problemas no seu C4, o deixaram a pé e fora da briga por pontos. Já é a terceira vez consecutiva que Sordo não marca pontos. E era uma peça fundamental no jogo da Citröen para tirar o máximo de pontos possiveis de Grönholm. Quando começou o rali da Alemanha, o que se esperava era uma dobradinha da Citröen. Loeb em primeiro e Sordo em segundo. Visto que, o passeio que deram na estreia do campeonato, em Monaco. Ou seja, no mínimo 4 pontos a menos na diferença de Loeb para Grönholm, no campeonato. Com a grata surpresa, do bom desempenho do Duval, seriam 6 pontos. Mas no final do dia, não teve jeito. Sordo abandonou mesmo.
O segundo dia prometia. Um dia de estágios longos e os famosos campos militares. E a pressão de largar na frente, parece que não fez bem a Duval. Num só estágio ele errou duas vezes, e quase perde o segundo lugar para Hirvonen, que nesse primeiro estagio do dia 2, havia conquistado o terceiro lugar de Grönholm. E como desgraça pouca é bobagem, na largada do estágio 8, o motor do Xsara morreu na largada. E ai não tinha mais como segurar, Duval caia agora pra quarto lugar. Um começo bem frustante para o belga. Loeb que continuava a fazer seu dever de casa, terminou o dia com uma bela diferença de 37s para Grönholm que reconquistou o segundo lugar. Até venceu estágio 9. Hirvonen que começou o dia em segundo, caiu duas posições, e terminou em quarto. Depois vinham a briga de Kopecky e Gardemeister, separados por apenas 3s. E pra fechar a tabela de pontos do segundo dia, dois da Subaru, Solberg em sétimo e Pons em oitavo. A Subaru, assim mesmo venceu o estágio 6 do primeiro dia com Atkinson. Mas o australiano, cheio de altos e baixo, vence um estágio, e pisa na bola em outro. Isso é tudo o que a Subaru não precisava. Falta de regularidade.
Deixa fazer um “jabáh” pra FIAT. Uma frase que vi uma época num de seus comerciais. A Subaru precisa “rever seus conceitos”. Vira e mexe, e a coisa não anda, não sai do canto. Ultimamente está sendo sempre assim, brigando pela rabeira da tabela. Quem assistiu o documentário da Discovery Brasil, “Os Bastidores da Velocidade”, pode perceber isso. Era um verdadeiro Telecurso 2000 de mecânica. Tudo quebrava, tudo dava errado. Fizeram desenvolvimento de carro, e a coisa continou a não dar certo. Pode até ter quebrado menos, mas desempenho que é bom, nada.
Enfim chegamos ao terceiro dia. E já algum tempo o terceiro dia deixou de ser só mais uma confirmação do segundo dia, que tudo já tava definido. E não deu outra. Duval parece que tinha lembrado como se andou no primeiro dia, e começou a tirar a diferença para Grönholm. E ai, a frase “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, teve uma pequena modificação. “No meio do caminho tinha uma vaca, tinha uma vaca no meio do caminho”. Quando soube do acontecido, pensei que tinha desviado ou mesmo batido no animal. Mas nada disso, ao ver o video da prova, era totalmente diferente do que tinha pensado. Pouco antes, Solberg tinha passado pela vaca. Se assustou, mas passou tranquilo. E avisou a organização. Grönholm, foi avisado pelo rádio, e no local, um fiscal avisada os pilotos. Gronholm passou pela vaca “tranquilamente”. Era um trecho de reta. Bem depois é que tinha uma curva a esquerda. Ai, destraido pelo animal, ou sem ouvir direito as notas de navegação, entrou forte demais, e por muito pouco, logo no último estágio, não pôs tudo a perder. Teve muita sorte e conseguiu levar seu Ford a a quarta posição. Desse modo Hirvonen herdou um lugar no podium. Pra quem estava conformado com o quarto lugar. Saiu no lucro. Mais um podium pra ele.
Um belo resultado pra Skoda com Kopecky em quinto. Teve uma bela briga com Gardemeister durante todo o rali. Esse por azar acabou ficando só em sétimo. Nos últimos estágios, teve problemas com o pneu traseiro. Solberg, que não tinha nada haver com isso, ficou em sexto. Uma pena, ele e a Subaru só conseguirem melhores posições com falha alheia. Não por meritos proprios. E fechando a fila, Latvala.
Loeb, com um final de semana impecável, levou mais essa taça pra casa. A sétima vitória consecutiva na Alemanha. Foi um primeiro lugar incontestável, mas antes desse rali, cheguei a pensei que a vitória fosse mais barbada. Não desmerecendo os outros pilotos. O que me motivou a pensar desse jeito foi o que a citroen mostrou na abertura do campeonato. Já a duas corridas que Sordo não vem marcando pontos por culpa de defeitos no C4. Será que a Citröen perdeu um pouco a mão na construção do carro?! E ele não é isso tudo que se pensou no inicio?! E como falei, a Citröen depende muito do Sordo para tirar qualquer ponto de que Grönholm possa conquistar.
Esse rali da Alemanha foi sensacional. Um dos melhores da temporada. O desempenho do Duval foi estraordinário. Não ganhou, mas mereceu levar o segundo lugar.
E agora um pouco de futurologia, dando uma de Nostradamus. O próximo rali é da Nova Zelândia. Ano passado quem levou foi Grönholm, mas vale lembrar que Loeb não correu. E em 2005, Loeb levou com Grönholm e Solberg na pista. A disputa promete ser colada. E ainda temos 3 ralis no asfalto. É tudo que a Citröen e Loeb estão esperando. E se deixar o carro do Sordo redondinho, Grönholm pode começar a se sentir pressionado. Mas tudo isso são só suposições, a realidade pode ficar um pouco diferente. O negócio agora é não perder um instante sequer das próximas provas.
E é isso, nos vemos na próxima coluna, sobre o rali da Nova Zelândia. Abraço a todos.
Motivos para amar o WRC!
E agora retirei de um post de um colega meu, o Bruno (moderador da minha comunidade WRC Brasil 2007 no Orkut), algo parecido com o que já tinha escrito antes. Um texto bem legal.
1) A maioria dos pilotos de rali são humildes, pessoas genuinamente boas. Com todo o talento de pilotagem que eles tem, eles poderiam mandar no planeta se quisessem. Mas, quando você está pilotando nas estradas tão duras quanto no Dakar, esperando por séculos nos postos de controle, trocando seus próprios pneus, recebendo qualquer coisa que a Sra Sorte e a Mãe Natureza possa arremessar em você e suando como um camelo num cockpit a mais de 60 graus por 3 exaustivos dias, você simplesmente não pode ser uma "diva". Loeb e Solberg são notoriamente famosos. Gronholm é um fazendeiro. Os outros não tem um "mundo de dinheiro". Com cockpits que são díficeis de alcançar e fáceis de perder, os pilotos são agradecidos por estarem pilotando um carro de rali . E mais, VOCÊ NUNCA IRÁ VER UM TROCA DE SOCOS À LA NASCAR, tudo sendo mostrado na TV. Bom, você nunca terá que se preocupar com seus heróis quanto a agirem como criança.....
http://amberie.files.wordpress.com/2006/12/marcus-petter-eeeears.jpg
mas será engraçado qdo eles assim o fizerem.
2)Numeros dos carros vísiveis, uma coisa simples, mas faz a vida do torcedor mais fácil.....Viu, F1??
http://amberie.files.wordpress.com/2006/11/gigi-well-labelled-car.jpg
(Gig Galli e Giovanni Bernacchini, Rally Monte Carlo 2006)
3) Eles pilotam nisso:
http://amberie.files.wordpress.com/2006/11/baumholder-stage-map.JPG(Rally Deutschland, Baumholder, Panzerplatte Stage)
E não nisso:
http://amberie.files.wordpress.com/2006/11/indianapolis-motor-speedway-sad.gif
4) Único esporte que faz com que o piloto ande a mais de 160km/h aqui!!!
http://amberie.files.wordpress.com/2006/11/seb-driving-on-edge-of-monte-cliff.jpg
5) Saltos e o Rally Da Finlândia:
http://amberie.files.wordpress.com/2007/04/mikko-finland06yump.jpg
6) Os pilotos facilmente se reúnem para conversar durante um jantar :
http://amberie.files.wordpress.com/2007/04/drivers-lunching.jpg
http://amberie.files.wordpress.com/2007/04/mikko-henning-chattingnz06.jpg
7) A competição, resumidamente, é APENAS contra o relógio. Se você fizer um tempo mais rápido, você vence. O pilotos não são segurados ou trancados (apenas em raríssimas exceções) por outros pilotos, como acontece nas corridas de circuito. Tudo é pura velocidade, técnica, coragem, maturidade, dedicação e sorte.
É também fazer o seu melhor quando imprevistos acontecem. Os melhores pilotos se adaptam, sacodem a poeira e ....vencem o rally (perguntem ao Vatanen, ao McRae, ao Loeb, ao....como fazer isso...). Quando um rali acaba, exceto por motivos técnicos, o piloto apenas pode olhar pra si mesmo para procurar por respostas. A Categoria em si é um exemplo para a vida. "Você não precisa dar cotoveladas e ponta-pés para se sentir bem-sucedido....."
8) O único esporte a motor que você não precisa , necessariamente, de viseiras ou parabrisas pra competir.......muito menos quando está nevando:
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9) As entrevistas não acontecem,necessariamente, em lugares suntuosos e os pilotos não sentam em bancos.....hehehehe:
http://www.motorsport.com/photos/wrc/2006/swe/wrc-2006-swe-tm-0155.jpg
10) Os pilotos não recebem troféus que seguem o rigor, um protocolo ......brincadeira....heheheh( vai que alguém acredita...)
http://www.motorsport.com/photos/wrc/2006/swe/wrc-2006-swe-tm-0157.jpg
11) Você NÃO PRECISAVA de todas as rodas pra competir:
http://www.motorsport.com/photos/wrc/2006/acr/wrc-2006-acr-xp-1069.jpg
12) Estádios fazem parte do show, mas não de um modo tradicional:
http://www.motorsport.com/photos/wrc/2006/acr/wrc-2006-acr-xp-1074.jpg
13) Ah......pular 3/4 de um estádio também faz parte do show:
http://www.youtube.com/watch?v=RsYYONOwzEs